domingo, 30 de abril de 2017

Islândia a Terra de Fogo e de Gelo (I)

São pouco mais de 100 mil quilómetros quadrados de vulcões, muitos ainda ativos, glaciares, lagos gelados, campos de lava, planaltos de areia, planícies de erva rasteira e arbustos, geysers, praias de areia preta, spas geotermais ao ar livre, icebergs, montanhas e auroras boreais. 




Cerca de 330 mil habitantes, dois terços só na capital, Reikyavik, habitam um território maior que Portugal Continental. O resto é paisagem…Sim! Mas é a Islândia!







O “segredo mais bem guardado do mundo”, como o país era conhecido desvenda-se a cada curva da estrada e atualmente são, já, muitos os que procuram descobrir o que a Islândia tem de especial.




Estamos numa ilha ainda jovem, geologicamente falando, que continua a crescer. O manto terrestre nesta zona do planeta é mais fino permitindo que o magma, ocasionalmente, suba à superfície e este ao solidificar, vai criando nova terra. Vulcões ativos mantêm este ciclo






Aliás, não fosse a erupção de um vulcão que tem um nome quase impronunciável Eyjafjalljökull, ou seja eia-fiátla-iocutl, ter paralisado a Europa durante dias e ter posto a Islândia nas bocas do mundo, a ilha seria ainda um tesouro meio secreto.



Qual a melhor altura do ano para se visitar a Islândia? Esta é a pergunta mais recorrente.
No verão (maio a julho) porque as estradas já estão transitáveis, são menos perigosas e pode percorrer-se a estrada Hrinvegur – Ring Road – que tem perto de 1400 Km de comprimentos e que dá a volta completa à ilha, sempre muito próxima da costa e ligando as principais cidades. As paisagens estão verdes, as temperaturas mais amenas, o céu mais azul e os dias são maiores. Podem fazer-se passeios de barco para ver as baleias e fotografar os Puffins, os adoráveis papagaios do mar.

No inverno não se consegue percorrer a totalidade da Hringvegur, o tempo é incerto, está mais frio (embora as temperaturas nunca desçam muito para além dos -5º) mas é nesta altura que a Islândia mostra a sua verdadeira alma como terra de fogo e de gelo.




No pico do inverno (novembro a janeiro) a Islândia é inóspita, mais própria para aventureiros mas, conforme o inverno se vai suavizando a luz do sol vai conquistando a terra e a partir de finais de fevereiro consegue-se ter o melhor dos mundos e ainda em altura de se poder conseguir ver as auroras boreais. E assim, apostámos ir na primeira semana de março, prenúncio de primavera. Claro que o tempo seria sempre uma incógnita mas os ventos da Islândia sopraram a nosso favor. Tivemos chuva e frio mas um sol espetacular acompanhou-nos em grande parte da viagem proporcionando imagens simplesmente incríveis das paisagens islandesas. 





E ainda tivemos o privilégio de admirar as auroras boreais dois dias seguidos!




Nesta altura do ano já se consegue ter perto de 10 horas de sol e quando este se põe a sua luz ainda brilha durante bastante tempo espalhando um dourado difuso na terra e no céu. Dizem as lendas que é quando os seres invisíveis que habitam as profundezas dos vulcões, os gnomos e os elfos espalham a sua magia pela terra.
E talvez seja verdade....




 A nossa viagem à Islândia foi sobretudo uma viagem de imagens. E muitas há, ainda, para mostrar...


Islândia a Terra de Fogo e de Gelo (Parte 2)


Islândia a Terra de Fogo e de Gelo (Parte 3)

2 comentários:

  1. Que beleza! E a época parece ter sido bem escolhida! Poucos turistas? Até fico arrepiada quando olho para as fotografias da aurora boreal. Deve ser uma experiência de beleza , no seu estado puro, inesquecível.

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  2. Sim é de facto uma experiência única. Assistir a uma aurora boreal ver o céu a iluminar-se e as luzes a dançarem é indescritível. Obrigada por me acompanhares nestas partilhas.

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