domingo, 20 de novembro de 2016

Krems An Der Donau




Seguindo a rota do Danúbio saímos de Viena e, depois de 70 Kms, a nossa primeira paragem foi em Krems. Situada na confluência dos rios Danúbio e Krems, é uma das mais antigas cidades da região e nos séculos XI e XII chegou a ser maior e mais importante que Viena e, segundo os textos históricos, descobriram-se aqui, nesta zona túmulos com mais de 27 mil anos, considerados os mais antigos da Áustria.


Estacionámos ao pé de um belíssimo jardim mesmo em frente ao posto de turismo onde, claro, fomos pedir o tradicional mapa do passeio.







Entrámos na cidade pelo Steiner Tor, o portal medieval de Krems, construído em 1480 e que nos leva diretamente para o centro histórico. É uma das quatro portas de entrada que se mantém preservadas.



A inscrição na pedra testemunha a importância do Império Austríaco da época – “Toda a terra se inclina perante a Áustria”.


Dando a volta à zona antiga descobre-se uma cidade pacata, bem cuidada com edifícios interessantes.






O antigo Convento Dominicano cujas fundações datam do século XIII serviu ao longo dos anos muitos propósitos. Após a abolição da Ordem dos Dominicanos decretada pelo Imperador Joseph II foi uma fábrica de botões, armazém, um teatro e cinema e um quartel de bombeiros. Atualmente é um Museu onde se podem ver murais pintados que retratam a estrutura medieval do edifício. Quanto a mim o que chama mais a atenção é a nave principal da igreja ampla e bem iluminada, embora um pouco vazia. Resumindo, a história do edifício é bem mais interessante que o Museu.


Uma escada coberta – Piaristenstiege – leva-nos até à Piaristenkirche, a Igreja Gótica de Krems que, dizem, é a irmã mais pequena da Catedral de St. Stephen’s em Viena.




No limite da cidade velha o rio Danúbio separa os distritos de Krems e Stein, durante quase um século, de 1850 a 1938, foram duas cidades independentes entre si. Os centros históricos de Krems e Stein foram inseridos pela UNESCO na lista dos legados universais e tidos como exemplo a seguir na preservação e conservação dos seus monumentos e lugares históricos.


A rua principal de Krems. Apesar da vertente turística o comércio local tem uma grande presença.


Uma loja especializada no traje tradicional feminino, o Dirndl. De origem bávaro-austríaca atualmente começou por ser um vestido campesino e só a partir do século XIX as damas das classes altas o adotaram como um moderno vestido de verão. Atualmente é um “must have” para as festas e festivais nacionais e é um símbolo de orgulho nacional. Um Dirndl é um vestido de linho ou seda, de uma só cor ou com padrões. Por baixo do vestido veste-se uma camisa branca e o conjunto é encimado por um avental.


O modo como as mulheres atam o laço do avental é um sinal do seu estado civil. O nó do lado direito significa que a mulher é casada ou comprometida, do lado esquerdo que é solteira. O laço atado atrás significa viuvez. Antes da Segunda Grande Guerra o laço atado do lado esquerdo era equivalente à virgindade da mulher.


Em ferro forjado ou latão, a maior parte das lojas têm por cima das portas o símbolo da sua atividade. Alguns são verdadeiras obras-primas.





9 comentários:

  1. Que Vila mais simpática Ana P. Curioso para conhecer mais da sua viagem pela Áustria.

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    1. A Áustria tem muitas vilas e cidadezinhas como esta. Todas elas muito bonitas.

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  2. Que belo passeio ! E as fotografias com uma composição tão boa !

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    1. Obrigada Teresa foi mesmo um belo passeio.

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  3. É uma cidade bem catita, apeteceu-me visitá-las! As fotos ficaram tão bonitas :)

    *SORTEIO DO LIVRO EPIC BLOG*

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    1. Obrigada Marta. As pequenas cidades austríacas são uma autêntica delicia.

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  4. Parece mesmo um lugar bem interessante. Adoro essas descobertas fora do senso comum do turismo. Rotas de fuga como estas são essenciais em minhas viagens!!!

    Bons ventos!

    Bia
    www.biaviagemambiental.blogspot.com

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    1. Olá Bia, a Austria é isto mesmo. As grandes cidades são, claro, ponto de passagem obrigatório mas as verdadeiras pérolas são estas pequenas cidades fora dos grandes roteiros turísticos. Muitos desvios e estradas secundárias fizemos só para visitar os pequenos lugares. E valeu bem a pena.

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