terça-feira, 29 de setembro de 2015

Nova Iorque - De Brooklyn a Highline Park com vistas sobre a cidade.

A Ponte é uma passagem… neste caso, para Brooklyn, um dos cinco distritos do estado de Nova Iorque e o mais populoso. Já foi uma cidade independente e, apesar de agora fazer parte da cidade de Nova Iorque, mantém uma identidade muito própria.

Atravessar a ponte de Brooklyn a pé constitui uma experiência única para os turistas na sua primeira visita a Nova Iorque, embora os Nova Iorquinos também não dispensem fazer essa travessia a pé ou de bicicleta. A vista vale o passeio. Nós fizemos o percurso Manhattan – Brooklyn, mas fazendo o percurso inverso, ao pôr-do-sol ou ao cair da noite, diz quem já o fez, permite um panorama único de Manhattan. Fica para a próxima.



A Ponte de Brooklyn foi oficialmente aberta ao público em 1883 sendo nessa altura a ponte suspensa mais longa do mundo. Pagava-se para a atravessar 1 penny (1 centavo).

Dizem que, para provar aos mais cépticos que a ponte era robusta e estável fizeram com que uma manada de 21 elefantes a atravessasse. Hoje não são elefantes que por ali passam mas a ponte ainda resiste ao intenso tráfego que se verifica diariamente.


A grande vaga de imigrantes no início do século XX deixou em Brooklyn uma marca indelével. As muitas comunidades que ali se estabeleceram contribuíram para uma grande diversidade cultural e a cidade é muito procurada pela sua vertente artística de vanguarda. 

Apenas como curiosidade, a cidade de Brooklyn abriga uma das mais importantes comunidades judaicas do mundo e é onde se encontra a sede mundial das Testemunhas de Jeová.

Algumas imagens de Brooklyn.







Muitos bairros e espaços têm sido recuperados e Brooklyn, agora com uma nova cara, passou a atrair muitos jovens, não só porque a cidade está na moda mas também porque o valor das rendas das casas é mais baixo do que no outro lado do rio.


De volta a Manhattan entramos em Chinatown que é um verdadeiro mundo... em chinês! Manhattan tem uma das maiores concentrações de chineses do ocidente. 


Autêntica cidade chinesa e atrevo-me a dizer auto suficiente. Lojas, restaurantes e escolas mantêm a vida a correr como no próprio país. O tempo das compras em Chinatown já passou mas ainda são muitos os que procuram as bancas à procura das imitações das marcas, malas, relógios, roupa... mas atualmente não vale a pena. Nos outlets encontram-se artigos genuínos e ao mesmo preço.





Da China a Itália é um pulinho. E em Little Italy vive-se e come-se à italiana. Se estiver em Nova Iorque em meados de setembro, por ocasião do festival italiano, dedicado a San Gennaro, não perca estas festividades que chegam a durar 11 dias.


Mulberry Bar tornado famoso pelo inesquecível Tony Soprano da série, "Os Sopranos".


Depois das pizzas, das massas e dos cannolis (sobremesa siciliana) um pouco de cultura hippie chic. Andar pelo SoHo (South of Houston Street) é passar em revista um pouco dos anos 60. Passeamos entre galerias de arte, ateliers de artistas, lojas de design, boutiques de luxo e prédios com fachadas únicas em ferro fundido. Muitos dos prédios foram restaurados e os seus apartamentos transformaram-se em lofts muito procurados por quem pode pagar, claro…




Carrie Bradshaw, da série “O sexo e a cidade” viveu aqui, pelo menos enquanto a série estava no ar… Greenwich Village o bairro das casas em banda, tão características. As ruas bordejadas de árvores transmitem uma sensação de calma e paz no meio do bulício da cidade e a meio da tarde, é possível não ver uma única pessoa nas ruas. Estranho isso acontecer e logo em Nova Iorque...








Este bairro com aparência de cidade de província, é  ainda o reduto dos velhinhos clubes de jazzQuem gosta da vida boémia de outros tempos Greenwich Village é a sua praia e uma ida ao Clube de Jazz Blue Note é obrigatória. Pode ser que tenha sorte e se cruze com alguém conhecido do cinema. Disseram-me que o Woody Allen costuma lá ir tocar às 2ª feiras…


Não se assistiu ao pôr-do-sol da Ponte de Brooklyn mas podemos fazê-lo do Highline Park, no West Side de Manhattan, na zona de ChelseaUm parque que surgiu de uma zona degradada e abandonada, onde uma antiga linha de caminhos de ferro deu lugar a um passadiço de madeira, com esplanadas, espreguiçadeiras e locais fantásticos para se ver a cidade do alto. Um jardim suspenso em plena Nova Iorque, uma lufada de ar fresco antes de se entrar no universo dos arranha-céus.


Fonte: Google maps




Vale a pena andar por aqui...








4 comentários:

  1. Estes teus relatos são uma referência para uma futura, mesmo curta, ida a Nova Iorque ! Quantos dias nestes passeios ?

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  2. Nós fizemos este percurso num dia e excetuando a ida a Brooklyn andámos sempre a pé. Faz-se bem...Para a próxima quero aproveitar e ir a um bar...

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  3. Grande passeio que acabei de dar. Luís Barros

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  4. Já percorri estes caminhos e foi tão bom recordar esses tempos. Espero mais textos sobre New York. Marluce V.

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