terça-feira, 15 de setembro de 2015

Lower Manhattan - Nova Iorque à beira rio


Nova Iorque não se visita em poucos dias. Nos seis dias que lá passámos muitas concessões e escolhas foram feitas, o que acaba, sempre, por ser uma boa desculpa para lá voltar...Mas enquanto não voltamos, mostramos aqui por onde andámos. Breves apontamentos e algumas fotos do que vimos e dos locais que nos fizeram ter a certeza que Nova Iorque não se esgota numa visita, nem em muitas, acho eu...


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Em Lower Manhattan caminhámos no que começou por ser uma antiga colónia holandesa, um posto comercial, na altura conhecido por New Amesterdam. Esta região foi, no século XVII, ocupada pelos ingleses e as terras concedidas ao Duque de Iorque que, numa homenagem a si próprio, lhes deu o nome de Nova Iorque.


 A conquista de New Amsterdam pelos ingleses. Johannes Vingboons (1664)

Desses tempos não se vislumbra qualquer resquício mas toda esta zona sul sobranceira às margens do rio Hudson evoca muitos acontecimentos históricos de um passado longínquo e outro assim não muito distante. 

Os primeiros colonos holandeses desembarcaram no que é hoje a zona de BatteryPark, um dos parques mais antigos da cidade localizado na ponta sul de Manhattan. O parque ao longo do rio é um agradável local para se passear e ao fim da tarde muitos são o que por lá andam.



Numa das suas praças, um monumento a lembrar os fatídicos acontecimentos do 11 de setembro. Esta bola de ferro retorcido representava o globo terrestre e foi retirada dos escombros de uma das torres. Uma homenagem muito real às vítimas do atentado.




É deste parque que partem os ferries que fazem a travessia para as ilhas mais próximas: Staten Island que vale pelo passeio de barco e pelo panorama, Liberty Island, onde se encontra a da estátua da Liberdade e Ellis Island, a ilha do Imigrante.

A melhor altura para se visitar às ilhas é de manhã apesar de as filas começarem bem cedo. Com bilhetes pré-comprados há tempo para um passeio, beber um café e aproveitar para visitar o Museu do Índio Americano, que fica em frente ao parque. Uma verdadeira lição de história muito bem documentada por peças e artefactos sobre a cultura nativa americana. O museu pertence à “Smithsoniam Institution” e a entrada é gratuita.

A caminho de descobrir um pouco mais da história americana, apanhámos o ferry para Ellis Island. Do rio é-nos proporcionada uma vista única da cidade.



Tal como os imigrantes a viam antes de chegarem ao seu novo país.



Ellis Island a ilha do imigrante. Entre os anos de 1892 e 1934 passaram por aqui cerca de 12 milhões de imigrantes europeus. A primeira terra firme que pisavam depois de longas viagens por mar.



A pequena ilha era uma autêntica cidade em miniatura, com casas, hospital e escola.Tudo estava montado para preparar os imigrantes para a sua nova vida e só depois de rigorosas avaliações clínicas e dos períodos de quarentena obrigatórios, os novos cidadãos americanos eram autorizados a sair da ilha.






Muitos ficavam em Nova Iorque e muitos rumavam a outras zonas do país.


Ao longo de East River os famosos cais de Nova Iorque, os “Piers”. Alguns mais arranjados, com bares e restaurantes. Outros mais emblemáticos mantém as características originais dos tempos da indústria da pesca à baleia e que foram a inspiração de Herman Melville para a sua grande obra “MobyDick”.


Do Pier 17 avista-se a Ponte de Brooklin, travessia a pé, obrigatória para quem visita Nova Iorque.


Deixando as margens do rio para trás entra-se no distrito financeiro de Nova Iorque. A icónica estátua de bronze do touro em posição de investida, “Charging Bull”, é o símbolo do poder e da força da Bolsa de Valores e alude à tendência em alta do mercado de ações conhecida por “Bullish”.


Em Wall Street e nas ruas adjacentes muito mudou desde o 11 de setembro de 2001, a zona é fortemente policiada e a circulação está, em parte, restringida a quem trabalha na zona e as visitas ao edifício da Bolsa “Stock Exchange Market”, para ouvir os famosos pregões, estão interditas.



A zona do World Trade Center foi reconstruida e o grande e impressivo Memorial ali construído presta tributo aos trágicos acontecimentos e guarda, gravados a bronze na pedra, os nomes de quem ali pereceu. A zona ajardinada à volta das duas grandes piscinas que ocupam o espaço das duas torres que caíram pretende oferecer aos visitantes um local de recolhimento. Tudo está pensado para resguardar o silêncio das orações.




No próximo post uma visita a Brooklyn e aos bairros de Nova Iorque.





3 comentários:

  1. Nova Iorque é demais. É tão bom relembrar. Adoro como mostras os sítios.

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  2. Esta tua forma de ver e de contar, dá-me sempre vontade de partir... viajar... sonhar !

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  3. Obrigada às duas. Fico contente de conseguir contar como foi.

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