segunda-feira, 8 de junho de 2015

Saint Émilion, entre as vinhas e a história.




Já conta a história que o vinho nasceu antes da escrita. Mas estórias à parte, tenha sido Noé a plantar a primeira vinha do mundo, ou o vinho tenha surgido por um fruto do acaso, neste caso, o da videira, o facto é que os egípcios, gregos, romanos, e muitos outros, por aí em diante, deram bom uso a essa prática e o mundo ganhou uma arte.
A região de Bordéus tem uma das maiores áreas de cultivo de vinhos do mundo e, tudo começou em Saint Émilion, uma pequena povoação, a 40 Kms a Este de Bordéus. 
Primeiro os romanos, “sem vinho não há soldados” já dizia um general, depois os monges, foram estes os grandes responsáveis por esta região ser hoje uma zona vinícola de origem controlada do vinho de Bordéus e por Saint Émilion ser considerada Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO.
A povoação de Saint Émilion é referida em todos os roteiros turísticos, pelas suas vinhas e, também, pela sua história que remonta ao século II com a ocupação romana. Ganhou o nome de um monge, Émilion, que aqui se refugiou e, onde mais tarde, os seus seguidores construíram um mosteiro dedicando-se à produção e ao comércio de vinho.


De outrora, ficou uma vila de ar medieval, bem conservada, erguida nas encostas de uma colina e rodeada de vinhedos a perder de vista.



As suas ruas estreitas e íngremes acompanham as casas de pedra que, devido à sua cor ocre, assumem uma cor dourada ao final da tarde, hora preferida dos fotógrafos para tentar captar a aura mística que, dizem, emana da povoação. 









A torre da igreja monolítica, do século XI, totalmente escavada na rocha e esculpida em pedra calcária, sobressai na paisagem, como que a assinalar a importância de Saint-Émilion na região e a sua posição destacada no ranking dos melhores vinhos franceses.


Saint-Émilion tem mais de 900 vinhas, e alguns dos seus “chateaux” (casas produtoras de vinho, não propriamente castelos) encontram os seus vinhos classificados numa lista oficial como vinhos “grand cru” e “prémier cru” (os melhores entre os melhores).




Depois de darmos umas voltas pela vila, fizemos um pequeno tour num comboio turístico e percorremos os principais "chateaux". Muito interessante e recomendo. Acabámos a visita a Saint Émilion com chave de ouro, a degustar um Grand Cru acompanhado por um queijo francês.



Links para saber um pouco mais sobre a região de Aquitaine:




3 comentários:

  1. Estou a gostar desta viagem. Qual é o próximo destino? Bj Catarina R

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  2. Muito obrigado por me fazer reviver este local que tanto gostei!

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    1. Agradeço o seu passeio pelo Setepraias. Ainda bem que gostou.

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