sexta-feira, 20 de julho de 2018

Praga - Percursos

Na minha viagem por Praga este livro foi o meu guia. Descobri uma cidade feita de pormenores, ruas sem ninguém, praças cheias de vida, monumentos e edifícios que nos prendem o olhar e nos enchem com histórias. Conheci a Praga dos turistas mas também andei pela Praga  de quem lá vive.


Neste livro da coleção Rotas e Percursos, Guillaume Sorel e Christine Coste desvendam-nos a "alma" da cidade de Praga. Os itinerários e os mapas detalhados dos percursos sugerem passeios por locais secretos e desconhecidos, fora dos circuitos turísticos. A acompanhar o texto não temos as habituais fotografias mas sim desenhos (ilustrações originais) com um certo toque de mistério e fantasia a lembrar o universo da banda desenhada. Pegar no livro e seguir os seus percursos transforma-nos em verdadeiros protagonistas da história desta cidade tal a proximidade que nos é permitida pelas palavras, pelas imagens e pelo que nos é dado a conhecer. Um guia prático que nos leva por uma visita imaginária muito para além da Praga dos guias turísticos.


“A Cidade Velha descobre-se no decorrer de caminhadas que se afastam instintivamente dos trajectos turísticos e dos seus horários. Caminhos ínvios, passagens, cafés e restaurantes dissimulados onde se marcam encontros conduzem então a uma Praga labiríntica de trama apertada, colorida, tão atraente quanto misteriosa. Constroem-se referência; tece-se um fio invisível entre a realidade e a ficção.”




quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Castelo de Vide


Nada é mais revigorante que um passeio pelo nosso Alentejo, em pleno inverno e num dia frio que nos gelava as mãos. O sol estava um pouco envergonhado.


Primeira paragem: Castelo de Vide, no Alto Alentejo.


A situação geográfica deu-lhe a beleza da paisagem, o ar puro das serras e as suas nascentes de águas puras com propriedades medicinais mas, foi-lhe madrasta na história. A sua posição privilegiada na colina e a proximidade à fronteira conferia-lhe um carácter estratégico e defensivo muito cobiçado pelos exércitos. Castelo de Vide foi conquistada aos árabes, em 1148, por D. Afonso Henriques. Foi objeto de desavença entre o Rei D.Dinis e o seu meio- irmão e rival D. Afonso Sanches, que lutaram pela sua posse e foi palco de muitas batalhas.

Atualmente é uma pacata vila alentejana com um património arquitetónico muito rico e variado com os seus solares dos séculos XVII e XVIII com as cantarias esculpidas e gradeamentos em ferro forjado.





Esta é a imagem identificativa de Castelo de Vide, a velhinha Fonte, o ex-libris da cidade considerado imóvel de interesse público pela sua arquitetura singular construída com mármores alentejanos. Mandada construir no século XVI no local onde existia um nascente de água potável foi à sua volta que nasceu o bairro judeu.



Perto do castelo as ruas estreitas sobem e descem em desníveis acentuados. Escadas levam-nos a becos e a outras ruas onde o casario branco mostra com orgulho as suas janelas decoradas com flores e as suas portas ogivais dos séculos XIV e XVI.







Enfim, um agradável passeio que abre o apetite para os deliciosos e substanciais pratos típicos desta zona. 


Já de noite e a caminho de uma lareira bem quentinha… e a preparar outro dia.




quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O que visitar em Córdoba (o passeio continua)

Continuando o nosso passeio por Córdoba contornámos parte da muralha que ainda subsiste e que, em tempos, envolvia toda a cidade até ao Alcazar.


A muralha ainda mantém algumas das antigas portas, cada uma dedicada a uma figura histórica. Nesta encontramos a estátua de Averroes o grande filósofo e médico muçulmano andaluz contemporâneo do também grande filósofo religioso e médico judeu nascido em Córdoba, Maimónides. Estes dois homens foram considerados os grandes pensadores do século XII. Numa altura de intolerância religiosa Averroes e Maimónides consolidaram uma amizade devotada à ciência.



Pátios floridos de Córdoba



Pátios Cordobeses.

A tradição dos pátios já vem do tempo dos romanos. Em regiões quentes e secas como a Andaluzia e como proteção contra o calor as casas eram construídas em redor de um pátio interior, onde geralmente havia uma fonte ou um poço e onde as famílias se reuniam. As portas destas casas dão para um átrio que visto de fora parece estar às escuras. E tudo tem uma explicação... Nos tempos em que as mulheres praticamente não saíam de casa o átrio proporcionava-lhes uma vista desafogada da rua e uma forma, embora indireta, de participar na vida da cidade. Bem instaladas e protegidas pela sombra as senhoras observavam tudo o que se passava nas ruas, no entanto, sem serem vistas.



Se estiverem em Córdoba em finais de abril ou em maio não podem deixar de fazer o circuito dos pátios floridos de Córdoba.