quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Salem a cidade das bruxas

Em vésperas de Halloween lembrei-me de Salem, uma cidade costeira no Estado de Massachussets, Estados Unidos. E decidi revisitá-la… e vão perceber porquê. Ora, acompanhem-me neste passeio e com o espírito muito aberto.


Salem é considerada a pedra basilar da história de Nova Inglaterra. Foi aqui, que no século XVI, colonos ingleses desembarcaram para fundar um novo país. Muitos destes colonos fugiam de Inglaterra e das perseguições de que eram vítimas por seguirem a doutrina Puritana. Os Puritanos eram protestantes radicais e ultra conservadores que seguiam um código de conduta rígido e severo. O Puritanismo era uma doutrina religiosa com laivos políticos que exigia a purificação da igreja anglicana e a abolição de qualquer elemento católico, além de se mostrar critico às políticas seguidas pela rainha Isabel I.
Este colonos levaram para a sua nova pátria, não só o nome do seu país mas também um modo de vida, crenças e dogmas que floresceram e se enraizaram numa sociedade que vivia como que em “circuito fechado”.

Uma perfeita puritana, por E. Percy Moran (litografia de 1897).

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Praga - Percursos

Na minha viagem por Praga este livro foi o meu guia. Descobri uma cidade feita de pormenores, ruas sem ninguém, praças cheias de vida, monumentos e edifícios que nos prendem o olhar e nos enchem com histórias. Conheci a Praga dos turistas mas também andei pela Praga  de quem lá vive.


Neste livro da coleção Rotas e Percursos, Guillaume Sorel e Christine Coste desvendam-nos a "alma" da cidade de Praga. Os itinerários e os mapas detalhados dos percursos sugerem passeios por locais secretos e desconhecidos, fora dos circuitos turísticos. A acompanhar o texto não temos as habituais fotografias mas sim desenhos (ilustrações originais) com um certo toque de mistério e fantasia a lembrar o universo da banda desenhada. Pegar no livro e seguir os seus percursos transforma-nos em verdadeiros protagonistas da história desta cidade tal a proximidade que nos é permitida pelas palavras, pelas imagens e pelo que nos é dado a conhecer. Um guia prático que nos leva por uma visita imaginária muito para além da Praga dos guias turísticos.


“A Cidade Velha descobre-se no decorrer de caminhadas que se afastam instintivamente dos trajectos turísticos e dos seus horários. Caminhos ínvios, passagens, cafés e restaurantes dissimulados onde se marcam encontros conduzem então a uma Praga labiríntica de trama apertada, colorida, tão atraente quanto misteriosa. Constroem-se referência; tece-se um fio invisível entre a realidade e a ficção.”




quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Castelo de Vide


Nada é mais revigorante que um passeio pelo nosso Alentejo, em pleno inverno e num dia frio que nos gelava as mãos. O sol estava um pouco envergonhado.


Primeira paragem: Castelo de Vide, no Alto Alentejo.


A situação geográfica deu-lhe a beleza da paisagem, o ar puro das serras e as suas nascentes de águas puras com propriedades medicinais mas, foi-lhe madrasta na história. A sua posição privilegiada na colina e a proximidade à fronteira conferia-lhe um carácter estratégico e defensivo muito cobiçado pelos exércitos. Castelo de Vide foi conquistada aos árabes, em 1148, por D. Afonso Henriques. Foi objeto de desavença entre o Rei D.Dinis e o seu meio- irmão e rival D. Afonso Sanches, que lutaram pela sua posse e foi palco de muitas batalhas.

Atualmente é uma pacata vila alentejana com um património arquitetónico muito rico e variado com os seus solares dos séculos XVII e XVIII com as cantarias esculpidas e gradeamentos em ferro forjado.





Esta é a imagem identificativa de Castelo de Vide, a velhinha Fonte, o ex-libris da cidade considerado imóvel de interesse público pela sua arquitetura singular construída com mármores alentejanos. Mandada construir no século XVI no local onde existia um nascente de água potável foi à sua volta que nasceu o bairro judeu.



Perto do castelo as ruas estreitas sobem e descem em desníveis acentuados. Escadas levam-nos a becos e a outras ruas onde o casario branco mostra com orgulho as suas janelas decoradas com flores e as suas portas ogivais dos séculos XIV e XVI.







Enfim, um agradável passeio que abre o apetite para os deliciosos e substanciais pratos típicos desta zona. 


Já de noite e a caminho de uma lareira bem quentinha… e a preparar outro dia.




quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O que visitar em Córdoba (o passeio continua)

Continuando o nosso passeio por Córdoba contornámos parte da muralha que ainda subsiste e que, em tempos, envolvia toda a cidade até ao Alcazar.


A muralha ainda mantém algumas das antigas portas, cada uma dedicada a uma figura histórica. Nesta encontramos a estátua de Averroes o grande filósofo e médico muçulmano andaluz contemporâneo do também grande filósofo religioso e médico judeu nascido em Córdoba, Maimónides. Estes dois homens foram considerados os grandes pensadores do século XII. Numa altura de intolerância religiosa Averroes e Maimónides consolidaram uma amizade devotada à ciência.